Governador recebe aparelhos da Receita Federal e diz que população precisa lutar contra mosquito

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Campo Grande (MS) – “Essa é uma guerra de todos nós. É preciso que haja cumplicidade coletiva para lutarmos contra essa situação que assusta a todos. A parceria com a Receita Federal é de grande importância no combate ao mosquito e, além disso, a participação da população é fundamental nesse processo”. Foi com esse discurso que o governador Reinaldo Azambuja recebeu, na tarde desta quinta-feira (17), os 1.538 mil tablets e smartphones doados pela Receita Federal e que serão usados no combate ao Aedes Aegypti em Mato Grosso do Sul.

Os equipamentos, que representam uma economia de R$ 299 mil aos cofres públicos, serão entregues aos agentes de endemias e comunitários que trabalham no combate ao mosquito.

Conforme secretário de Estado de Saúde, Nelson Tavares, a intenção é municiar os agentes com tecnologia para que eles se empenhem no trabalho  de luta contra os focos do Aedes.

O governador recebeu, durante o evento,  um tablet, com o aplicativo utilizado pelos agentes, por onde Azambuja poderá acompanhar, em tempo real, as informações de todos os  municípios que já aderiram ao programa.

Ainda na solenidade de entrega, o delegado da Receita Federal fortaleceu a parceria com o Governo do Estado e lembrou a primeira doação de tablets, feita em dezembro do ano passado. “Em duas conversas que tive com o secretário Nelson Tavares, ele me externou a necessidade dessa parceria e nós prontamente firmamos esse acordo”, disse o delegado.

Tecnologia

Hoje, cinco municípios – São Gabriel do Oeste, Maracaju, Bataguassu, Bonito e Costa Rica- já usam o sistema de tecnologia criado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a fiscalização e controle do foco do mosquito. Essas cidades foram as primeiras a receberem os tabletes e os smartphones, em dezembro de 2015, por meio da parceria entre o Governo do Estado e a Receita Federal.

Em outras cinco localidades, os agentes de endemias também já usam o programa criado pela SES, mas os dados ainda são repassados para esse sistema de forma manual, ou seja, sem os tablets ou smartphones.  A capacitação dos agentes, para a utilização do sistema, e a inclusão dos tablets e dos smartphones no trabalho desses agentes será feita gradativamente em todo o Estado.

Em Mato Grosso do Sul, são, aproximadamente, 5,5 mil agentes comunitários e de endemias. Conforme o secretário, para que todos eles tenham acesso aos dispositivos móveis uma licitação deverá ser aberta para a compra deste material.

Foto: Chico Ribeiro.  Texto: Luciana Brazil.